Garfo&Faca quarta-feira, 30-09-2009 às 10:21

Um dos mais populares pratos brasileiros é, sem dúvida nenhuma, o pastel. É unânime: trata-se da mais práticas de todas as iguarias vendidas em feiras gastronômicas e sem ele não há feira que se preze. Os sabores são quase tão variados quanto o tipo de estabelecimento em que eles são vendidos. Carne, queijo, chocolate, bacalhau, calabresa e uma infinidade de outros recheios já foram adicionados à massa frita que tanto agrada o paladar nacional.

Crédito: Terra
Crédito: Terra

Entretanto, a única notícia de pastéis como conhecemos é vista apenas em território nacional. Ao contrário do que se pode pensar os chineses não inventaram o pastel em meio as suas outras maravilhas milenares. O pastel é fruto de uma adaptação de dois pratos chineses, estes sim milenares. O gyoza e o rolinho primavera podem ser pai e mãe do nosso querido pastel. Contudo, se alguém pedir um pastel em Portugal, receberá uma massa folhada de recheio doce ou salgado. Então o que realmente é o pastel?

Gyoza. Suposta mãe do pastel brasileiro.
Crédito: Divulgação

Se considerarmos a influência direta dos pratos chineses e a denominação portuguesa teremos algo bastante próximo do pastel que conhecemos. O gyoza é uma espécie de pastel cozido com uma massa a base de farinha, recheado com carne de porco temperada e gengibre. Já o rolinho primavera tem alguns pontos em comum; uma vez que também se trata de massa recheada com carne e vegetais, porém frita.

A popularização desse prato só foi possível com a chegada dos imigrantes japoneses ao Brasil durante e depois da Segunda Guerra Mundial. Como o país participava da guerra, porém ao lado de americanos e ingleses, o preconceito com quaisquer outros países pertencentes ao “Eixo do Mal” – Alemanha, Itália e Japão – era muito grande. Por isso, muitos desses imigrantes se fizeram passar por chineses, já que a China não estava envolvida no empasse.

Crédito: Temperarte
Crédito: Temperarte

Ao adaptar as receitas originais dos pratos ao que se encontra no Brasil, tanto em termos de ingredientes, quanto às condições climáticas, nasceu o que hoje chamamos de pastel. Hoje, é mais do que comum chegar em uma barraquinha de feira e pedir um pastel de queijo e um chopp. Até estereótipos envolvendo o pastel já foram criados para os paulistas (“Me vê um chopp e dois pastel!”).

E aí? Vai um pastelzinho?

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6 Comentários em “Garfo&Faca: de onde veio o Pastel?”
Willian Araújo @ 30-09-2009 - 10:33

Um dica para quem curte, como eu, se queimar fritando pastéis! Antes de colocar os pastéis no óleo, acrescenta umas 4 colheres de álcool ou de cachaça! Lhe garanto que eles ficarão bem sequinhos, sem encharcar!

;)

Willian Araújo
http://www.opiniaoposta.blogspot.com


Vanessa @ 30-09-2009 - 11:00

como boa paulista, eu sempre digo: se um dia me mudar de país, abro um boteco no exterior. só pra “exportar” pastel e coxinha. não vivo sem! :D


Canha @ 30-09-2009 - 11:55

Brigado. Fiquei com fome agora. lol

Excelente artigo sobre pastéis. Não sabia dessa dos japonêses se passarem por chineses.


Paula @ 30-09-2009 - 15:57

Um pastel seeeeempre cai bem! Adorei saber suas origens! :)


Pablo de Assis @ 01-10-2009 - 13:35

Quem mora em Curitiba e quer conhecer um bom pastel, precisa conhecer o Bar do Japa, a Pastelaria Juvevê. Pasteis grandes, baratos e excelentes!

E já me deu fome… Vou ali comer e já volto…


Eduardo @ 11-10-2009 - 12:54

Me deu até fome esse post.
Adorei, sempre que vou na feira “tenho” que comer pastel, sem excessão! hehehe