Um dos mais populares pratos brasileiros é, sem dúvida nenhuma, o pastel. É unânime: trata-se da mais práticas de todas as iguarias vendidas em feiras gastronômicas e sem ele não há feira que se preze. Os sabores são quase tão variados quanto o tipo de estabelecimento em que eles são vendidos. Carne, queijo, chocolate, bacalhau, calabresa e uma infinidade de outros recheios já foram adicionados à massa frita que tanto agrada o paladar nacional.
Entretanto, a única notícia de pastéis como conhecemos é vista apenas em território nacional. Ao contrário do que se pode pensar os chineses não inventaram o pastel em meio as suas outras maravilhas milenares. O pastel é fruto de uma adaptação de dois pratos chineses, estes sim milenares. O gyoza e o rolinho primavera podem ser pai e mãe do nosso querido pastel. Contudo, se alguém pedir um pastel em Portugal, receberá uma massa folhada de recheio doce ou salgado. Então o que realmente é o pastel?

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Se considerarmos a influência direta dos pratos chineses e a denominação portuguesa teremos algo bastante próximo do pastel que conhecemos. O gyoza é uma espécie de pastel cozido com uma massa a base de farinha, recheado com carne de porco temperada e gengibre. Já o rolinho primavera tem alguns pontos em comum; uma vez que também se trata de massa recheada com carne e vegetais, porém frita.
A popularização desse prato só foi possível com a chegada dos imigrantes japoneses ao Brasil durante e depois da Segunda Guerra Mundial. Como o país participava da guerra, porém ao lado de americanos e ingleses, o preconceito com quaisquer outros países pertencentes ao “Eixo do Mal” – Alemanha, Itália e Japão – era muito grande. Por isso, muitos desses imigrantes se fizeram passar por chineses, já que a China não estava envolvida no empasse.
Ao adaptar as receitas originais dos pratos ao que se encontra no Brasil, tanto em termos de ingredientes, quanto às condições climáticas, nasceu o que hoje chamamos de pastel. Hoje, é mais do que comum chegar em uma barraquinha de feira e pedir um pastel de queijo e um chopp. Até estereótipos envolvendo o pastel já foram criados para os paulistas (“Me vê um chopp e dois pastel!”).
E aí? Vai um pastelzinho?
como boa paulista, eu sempre digo: se um dia me mudar de país, abro um boteco no exterior. só pra “exportar” pastel e coxinha. não vivo sem!
Brigado. Fiquei com fome agora. lol
Excelente artigo sobre pastéis. Não sabia dessa dos japonêses se passarem por chineses.
Quem mora em Curitiba e quer conhecer um bom pastel, precisa conhecer o Bar do Japa, a Pastelaria Juvevê. Pasteis grandes, baratos e excelentes!
E já me deu fome… Vou ali comer e já volto…
Me deu até fome esse post.
Adorei, sempre que vou na feira “tenho” que comer pastel, sem excessão! hehehe








Um dica para quem curte, como eu, se queimar fritando pastéis! Antes de colocar os pastéis no óleo, acrescenta umas 4 colheres de álcool ou de cachaça! Lhe garanto que eles ficarão bem sequinhos, sem encharcar!
Willian Araújo
http://www.opiniaoposta.blogspot.com