
Deve ser difícil encontrar alguém que nunca tenha desejado poder controlar a própria vida por completo. Assim como deve ser igualmente complicado encontrar quem realmente o faça. Entretanto, é possível fazê-lo, só que de uma maneira diferente – através do computador. Os jogos de simulação ganham cada vez mais espaço dentro da vida das pessoas que gostam de passar pelo menos algumas horas em frente ao computador. O The Sims é um forte exemplo desse tipo de interação entre pessoas e máquinas.
O jogo teve seu primeiro lançamento no ano 2000 e às vésperas de completar seus 10 anos de existência, já têm um enorme público espalhado pelo mundo. Tudo gira em torno de uma cidade suburbana com diversas casas prontas para serem habitadas por famílias. Além das casas, existem os terrenos que podem proporcionar ainda mais diversão para quem gosta de construir a sua casa do zero. Depois, bastava que o jogador criasse um avatar seu ou então, se achasse melhor, poderia criar alguém completamente diferente de si.
The Sims é um jogo que trabalha com o imaginário do jogador porque consegue fazer com que ele simule as mais diversas situações pelas quais já passou ou gostaria de passar. Entretanto, a interação que a máquina permite é um pouco limitada (no caso da primeira edição do jogo). Dois meses depois do lançamento da primeira edição (em março de 2000), The Sims entrou para a história como um dos jogos mais vendidos de todos os tempos.


O conceito do jogo criado por Will Wright, desenvolvido pela Maxis e distribuído pela Electronic Arts (EA Games) é basicamente propor ao usuário uma simulação do dia-a-dia de pessoas virtuais. Mesmo não permitindo a interação entre outros usuários do jogo, The Sims é um dos marcos da interatividade dos jogos, já que qualquer objeto inserido dentro da casa do personagem possui ações que podem ser controladas pelo jogador.
De lá para cá, nestes nove anos em que The Sims já faz parte de um espaço virtual em que se reinventa a vida como gostaríamos que ela fosse, a EA Games já distribuiu três edições do jogo (The Sims, The Sims 2 e The Sims 3). Só na primeira delas houveram sete expansões, ou seja, pacotes com novos objetos, roupas e interações para que o usuário aproxime o jogo do que acontece na vida real.
Mas é em The Sims 2 que o jogador consegue realmente quase transpor a vida real no ambiente digital. Com nove pacotes de expansão e uma nova opção no jogo, os usuários descobrem que o jogo não é restrito apenas às suas telas: agora é possível gravar em vídeo o que acontece no mundo dos Sims. É também nessa edição que as pessoas virtuais podem morar em apartamentos, ter bichos de estimação, abrir seus negócios e adicionar milhares de objetos de um pacote recheado de novidades. Mas ainda não era possível andar pela vizinhança.


É só em junho de 2009 que os jogadores brasileiros de The Sims podem desfrutar da liberdade de caminhar livremente pela vizinhança. Se preferirem, podem comprar bicicletas e se locomover como bem entenderem. O The Sims 3 é o ponto de referência da série quando se fala em níveis de personalização de “avatares”. Existem mais opções de criação e uma enorme biblioteca na qual se pode adicionar os objetos que quiser.
Os fansites de The Sims são bastante numerosos na web e distribuem conteúdos criados de maneira independente pelos próprios jogadores. Eduardo Karasinski tem 21 anos e conhece o jogo desde a primeira expansão. Há alguns anos ele se uniu a outros fãs da série e começou a participar do site OSimBR.net. Confira a entrevista no vídeo abaixo!






A entrevista final ficou ótima, ainda mais junto com a matéria. Parabéns pelo blog!