Feitas à mão, feitas à máquina
Grande parte da população não tem acesso às cervejas produzidas artesanalmente. Por isso, a noção de que cerveja boa é a “loira gelada”, largamente difundida pelas indústrias, é tão aceita no país. Entretanto, a grande diferença entre uma cerveja industrializada e uma artesanal está no foco. Uma indústria precisa desenvolver meios de finalizar seu produto. Porém, acontece que se cada cerveja feita em uma grande fábrica levasse os ingredientes originais e puros, uma latinha custaria mais de 10 reais em qualquer supermercado.
Enquanto isso, nas micro-cervejarias os produtos finais são elaborados com minúcia e ingredientes ideais pensados para que aquela receita seja a melhor possível. Além disso, não é toda cerveja que precisa estar sempre estupidamente gelada. Cervejas, assim como vinhos, têm uma temperatura certa para serem servidas. Por isso, as cervejas artesanais conseguem equilibrar sabor, qualidade e ainda a comodidade de preparar a bebida do jeito que se acha mais conveniente.
Harmonia entre comida e bebida
Vinhos têm seus pratos de melhor afinidade. O mesmo acontece com as cervejas e pratos dos mais variados. Uma área de grande ascensão no exterior é a de beer sommelier. Estes profissionais especializados em fazer combinações perfeitas entre pratos e cervejas ainda estão engatinhando no Brasil. Um fato bastante curioso é que existem cervejas que podem acompanhar – e muito bem – os doces.
Além de novidades na cozinha e pratos preparados ou servidos com cerveja, pode-se criar novas receitas da bebida para que elas consigam harmonizar ainda melhor com algum tipo de prato específico. Quem nunca ouviu falar da combinação “batata, salsicha e cerveja” tão popular em festas alemãs? Ou então aquela cervejinha e um churrasco? Todas essas são possibilidades muito exploradas no Brasil e no mundo afora. Contudo, existem muitas outras ainda.
“Azar de que foi para o céu”
É com um slogan criativo e superbem aceito entre o segmento escolhido que a cerveja curitibana Diabólica chegou ao cenário cervejeiro atual. A marca nasceu de conversas de fãs de psycho-billy e da paixão por uma boa cerveja. Entretanto, nem sempre se encontrava uma boa bebida. Se é assim, por que não criar a sua própria cerveja? Alexandre Willerding é sócio de um bar especializado em cerveja. Diversos rótulos de várias partes do mundo estão presentes nas geladeiras, estantes e estoques da Cervejaria da Vila.
Depois de alguns anos de amadurecimento da idéia e contato com cervejeiros a Diabólica tomou cor, corpo e rótulo. Hoje a marca ficou popular pelo nome, originado como uma brincadeira complementada pelo número do teor alcoólico da bebida – 6,66%. Quando perguntado se a cerveja teria alguma conotação religiosa ou ligações à alguma crença, Willerding defende e diz que “é tudo uma grande brincadeira, não existe nenhuma intenção mística com o nome ou o número”.






Lu,
Rola levantar a lista de bares onde vende?
Nunca deparei com a Diabólica!
Bjs