Basta dizer as palavras cozinha francesa e logo se tem a imagem de um prato superenfeitado, com porções mínimas de comida – ideais para uma top model magérrima. Entretanto, muita gente se esquece de associar as origens do prato ao status que ele tem hoje. Se procurarmos a história da requintada ratatouille chegaremos a um passado não tão glorioso assim. Boa parte dos pratos que hoje nos fazem temer a conta já foram baratos e até considerados como a “comida da plebe”. Não é diferente com as sopas.
As primeiras sopas de que se têm notícia datam de 6.000 a.C. Como se pode imaginar, ela deveria ser fria; afinal a invenção de recipientes que pudessem conter a água para fervura só apareceram há 9.000 anos. A partir daí a adição de água a outros alimentos começou a ser chamada de sopa. O nome vem do latim suppa e servia para designar o pão ou qualquer outro alimento que se usasse para ser molhado no caldo.

A soup d’onion, carro chefe do post de hoje, tem suas origens na França durante o reinado de Luís XVI. Mesmo que vários países desenvolvessem suas próprias receitas de sopa de cebola, a receita desenvolvida na França ganhou as fronteiras do mundo todo com a expansão da culinária do país pelo mundo afora. No início, a soup d’onion era vista como alimento dos camponeses e pobres – afinal cebolas cresciam em todos os lugares, não havia nada de especial nelas.
Entretanto, a mistura de cebolas caramelizadas, carne, pão e queijo gruyère derretido tem um sabor clássico, independente de ser o prato da realeza ou dos servos. Existem especulações de que o prato tem suas raízes no período das invasões romanas e desde então é bastante popular. Atualmente, um bom prato de soup d’onion tem seu preço a partir de R$ 20.





