Sempre achei um tanto engraçado o fatalismo de algumas pessoas. Basta chegar uma nova forma de mídia e logo a morte da anterior já é decretada, sacramentada e as bênçãos de passagem para o limbo já são concedidas. Isso acontece desde que os meios eletrônicos surgiram para facilitar a vida das pessoas. Contudo, algumas ficam tão entusiasmadas com a novidade e já saem assassinando livros, matando jornais impressos, condenando emissoras de rádio e televisão. Calma lá! Não é bem assim…
A vítima dos últimos dias vem sendo a mais antiga de todas: o livro. Os atacantes são ninguém menos que Kindle, Nook e Sony Reader. Desde o surgimento dos meios de comunicação eletrônicos os meios impressos sofrem com as teorias de que não são mais necessários, que logo irão ser extintos. Não é possível dizer que os livros estão fadados a serem esquecidos em enormes “cemitérios” como aquele descrito por Carlos Ruiz Zafón em “A Sombra do Vento”. Tampouco se pode prever a transição definitiva dos livros de papel para os formatos PDF e outros suportados pelos leitores digitais.
Além de competirem com os livros de capa e páginas de papel, os leitores de eBook competem ferrenhamente entre si. O anúncio do Kindle foi, até outubro de 2009, a mais revolucionária das invenções no campo da leitura. Entretanto, algo esperava pelo leitor da Amazon.com. O Nook, desenvolvido e comercializado pela loja Barnes & Noble já traz diferenciais tão grandes que o Kindle acaba ficando um pouco obsoleto em comparação ao rival. A grande diferença está na tela para seleção dos eBooks a serem lidos. Em vez de trabalhar com uma tela e um pequeno teclado QWETY, o Nook possui uma tela capacitiva (assim como a do iPhone) para que o usuário selecione seus livros.
Outro concorrente de peso no mercado dos leitores de eBook é o Sony Reader. Talvez a marca possua a maior variedade de produtos deste tipo. Ao todo são três modelos diferentes. O “Reader Touch Edition”, que possui tela sensível ao toque; o “Reader Pocket Edition” para carregar o gadget em bolsos e bolsas; e o “Reader Daily Edition”, que possui tela sensível ao toque e maior, permitindo assim a leitura de periódicos além dos eBooks. Contudo, todos estes leitores trabalham com uma tecnologia que o papel consegue oferecer muito bem: a opacidade da luz. Uma das maiores reclamações de usuários pelo mundo afora é o brilho excessivo dos monitores.

Isso prejudica muito a leitura. Por isso, os leitores de eBooks são tão bem aceitos. Suas telas são opacas e trazem um bom nível de brilho, além de camada antirreflexo nas suas telas. Mesmo assim, os livros ainda têm um espaço muito especial para quem aprendeu a gostar desta plataforma desde criança. Pode ser apenas uma opinião pessoal, mas boa parte do encanto dos livros está no cheiro do papel quando se inicia a leitura. Poucas tecnologias podem proporcionar tanto conforto quanto um bom cheirinho de livro novo.

Mesmo que os “kindles” ofereçam um suporte digital, preços consideravelmente mais baratos e uma vasta coleção de eBooks a venda, o livro “de verdade” ainda é um dos melhores suportes. Entretanto, se este formato realmente for popularizado, o que se pode prever é uma maior valorização dos livros de papel. Os preços, se comparados, já trazem uma grande diferença. Contudo, quando os eBooks forem a mídia predominante, os nossos bons e velhos livros de papel serão artigos de luxo. Quem diria, um dia meus livros vão ser objetos em extinção!
Bom, eu como estudo, sou fã e estou desesperado por um KIndle (preferia o Sony pocket, mas td bem) eu sou meio suspeito pra falar. mesmo assim, eu tenho um gosto pelos livros de papel. seo acho MTO mais prático carregar minha biblioeta inteira comigo em um equipamento. sem contar q ler no ônibus é bem mais fácil tb.
Adorei o post. Concordo, não há nada como aquele “cheirinho de livro novo”. Não sei, no começo não achava tão prático assim, mas agora até gostaria de ter um. O problema é que o preço está um pouco acima ainda.
Olá, Luisa. Tudo bem? Sou a Cecília, da Edelman, agência de comunicação da Jorge Zahar Editor. Muito bacana a ideia do seu blog, parabéns. Tem assuntos bem interessantes.
Sobre os novos leitores digitais de livros, eles não vai acabar com os livros. Os livros apenas serão mais adaptáveis a essas mudanças e as editoras terão, com os leitores, um novo mercado de abrindo para novas oportunidades. A adaptação ocorrerá por meio de edições mais caprichadas, com menos exemplares etc, mas como você mesma disse, o que move muita gente a comprar um livro é o seu cheiro de novo.
Um abraço e espero poder passar por aqui mais vezes.













“Pode ser apenas uma opinião pessoal, mas boa parte do encanto dos livros está no cheiro do papel quando se inicia a leitura. Poucas tecnologias podem proporcionar tanto conforto quanto um bom cheirinho de livro novo.” … Adorei! Amo tecnologia, mas não consigo deixar de lado o bom e querido livro de papel. Ótimo texto