Cultura Digital terça-feira, 27-10-2009 às 08:51

Muita gente fala sobre como o Twitter é interessante, mágico e revolucionário. A principal descrição que dão ao serviço de microblogging é aquela: “é algo descolado, usado por jovens superantenados nas redes sociais”. O discurso já bastante batido – ouvimos este jeito de falar desde que os computadores chegaram e o mundo ficou dividido entre aqueles que gostam e entendem e os outros que não gostam, mas foram obrigados a entender o mínimo. Normalmente, quem escreve sobre redes sociais em veículos grandes vê o seu leitor como uma garotinha de doze anos.

Twitter - Crédito: Twitter.com

Não penso que todos vocês sejam garotinhas pré-adolescentes, até porque este não é um veículo de grande porte. Portanto, iremos falar sobre o crescimento do Twitter nos últimos tempos. Até cerca de um ano atrás pouco se falava do Twitter e das suas interações. Todo o boom observado desde março de 2009 vem da percepção das mídias tradicionais e de alguns “êxodos” de outras redes. Fato: você com certeza já ouviu falar nesta rede. Fato número dois: você já se perguntou “para que diabos isto serve?”.

Contudo, teme-se pela integridade do Twitter. Este medo é baseado em experiências vindas de outras redes sociais em que o estouro no número de usuários só trouxe complicações e uma certa poluição do ambiente virtual. O maior exemplo dessa migração é o Orkut. A rede, popularizada no Brasil a partir de 2006, vem observando uma queda de qualidade de conteúdo muito grande. O que se observa é uma perda do sentido de utilização das comunidades, por exemplo. Aquilo que antes servia de espaço para troca de informação e interação entre usuários passou a ser uma mera etiqueta informando preferências pessoais.

Multidão - Crédito: Wikimedia Commons

Outro problema bastante grande do crescimento desenfreado de uma rede social é o número de conteúdos tidos como “ofensivos” – pedofilia, pornografia e apologia às drogas. Apesar de existirem políticas internas de uso das redes e serviços, vamos ser francos, quem realmente lê os termos? É complicado fazer com que o usuário leia e saiba se comportar. Um ponto de vista bastante interessante sobre a web é tentar vê-la como um potencializador de ações. Observe alguém na vida real; agora eleve ao cubo algumas atitudes dessa pessoa. Esta será a versão virtual.

Twitter - Crédito: Iconfinder.net

O que vem acontecendo com o Twitter não é diferente. Só nos Estados Unidos observa-se que um quinto da base de usuários de internet faz uso da ferramenta. Em junho de 2009 a audiência do serviço de microblogging chegou à casa dos 44,5 milhões e só no Brasil alcançou crescimento de mais de 10% ao mês. Contudo, as desistências logo após a criação do perfil são tão frequentes quanto as adesões ao Twitter. Isso acontece porque muita gente chega ao site por ter ouvido alguém comentar a respeito e ter achado a ideia interessante.

Acompanhe a segunda parte deste artigo na semana que vem!

Até mais!

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