Outra iguaria das feiras gastronômicas de Curitiba, as empanadas disputam um espaço no estômago coração dos brasileiros. Apesar de terem uma origem européia em comum (portuguesa e espanhola), as empanadas foram melhor difundidas em outros países latino-americanos que não o Brasil. Pode-se dizer até que elas podem ser possíveis origens do nosso bom e velho pastel – mas aí existem algumas diferenças. A empanada nada mais é do que uma massa bastante parecida com a do pão, fechada sobre um recheio tipicamente de carne. Porém, resumir este prato a apenas esta simples frase é cortar alguns séculos de história.
As primeiras notícias da empanada vêm do Oriente Médio. Durante a ocupação moura (árabe) nos países da Península Ibérica (Portugal e Espanha), a fabricação de muaajanat foi influente o bastante para fazer deste prato bastante conhecido na região. Dizem até que este pode ser o ancestral das samosas indianas. Depois, com a colonização destes dois países na América do Sul, as empanadas foram popularizadas e inseridas no contexto cultural-gastronômico da região.
Atualmente, as empanadas produzidas pelos nossos hermanos peruanos, argentinos, chilenos e outros já são bastante típicas por serem algo fácil de comer e que não exige talheres. Logo, é uma refeição perfeita para feiras livres e outras ocasiões. Como tudo que é bom engorda, não poderia ser diferente com as empanadas. Feitas de massa e recheios altamente calóricos, esta mistura leva generosas porções de manteiga na hora de cozinhar tanto o recheio quanto a própria massa.
Engana-se quem pensa que as empanadas não percorreram um longo caminho pelo Brasil. A proximidade do nome já revela o parentesco com a festiva empadinha. Apesar de o formato ser totalmente diferente, o princípio é o mesmo, masssas recheadas. Entretanto, as empanadas podem ser fritas; as empadinhas não. Pouco importa o formato ou consistência da massa, as empanadas podem comportar o recheio que se achar melhor. Por isso, haja criatividade!






