Garfo&Faca quarta-feira, 04-11-2009 às 18:15

Sorvete - Crédito: Wikimedia CommonsFaz calor em Curitiba. Para quem é de fora, estamos enfrentando algo como  30 e tantos graus há alguns dias. O normal aqui fica em torno dos 20ºC. Em resumo, imaginem que muitos aqui pensam que o fim dos tempos está próximo e dessa vez não é um dilúvio. Faz tanto calor – comparado aos saudosos 8ºC que tivemos há duas semanas – a ideia de morar em uma piscina e ter um carregamento vitalício de sorvetes dos mais variados sabores é comum a boa parte dos curitibanos e aqueles que moram aqui.

Depois dessa pequena explicação do tema escolhido para o Garfo&Faca desta quarta-feira, vamos ao que interessa: o estupendo sorvete!

Como muitos já devem ter ouvido em algum lugar, o objeto de desejo maior dos últimos dias por estas bandas nasceu há alguns milhares de anos. Sim, havia neve envolvida. Existem registros de um doce feito na China que exigia a mistura de neve, suco de frutas e mel. Talvez uma raspadinha fosse mais próxima disso, se compararmos o paralelo mais parecido atualmente.

Sorvete - Crédito: Wikimedia Commons

Entretanto, os sorvetes mais famosos do mundo não são chineses, e sim italianos, belgas… Enfim, europeus em geral. A chegada desta maravilha gelada às terras européias aconteceu graças ao conquistador Collin Farrell, digo Alexandre, o Grande. O imperador sugeriu que a neve não fosse mais incluída na receita e sim por fora dela.

Foi simples: pegou-se o mel e as frutas para colocar dentro de um pote de barro que foi enterrado na neve. O que implicava tomar sorvete no inverno rigoroso europeu – quase um contra senso. Contudo, quem realmente trouxe o sorvete para a Europa foi Marco Polo, que logo depois de uma viagem à China, decidiu inovar no seu continente com a receita que levava leite. Isso aconteceu em 1292. Mas foi só a partir de 1500 que os bons sorvetes ganharam a popularidade e o gosto do povo. A França foi um dos principais países a adotarem esta novidade e produzir receitas mais sofisticadas do doce.

Mesmo assim, o sorvete ainda não poderia ser mantido em casa, conservado. Tratava-se de um consumo quase que imediato, afinal pode derreter em poucos instantes. Mais 346 anos se passaram até que a norte-americana Nancy Johnson inventasse um congelador que resfriava e agitava os ingredientes. Entretanto, foi só no final do século 19 que o sorvete passou a ser fabricado em larga escala, mais ou menos como conhecemos hoje.

Bem, agora peço licença para ir buscar o meu. Até a próxima!

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