Especial segunda-feira, 16-11-2009 às 09:30

Baralho espanhol - Crédito: Wikimedia CommonsQuem já passou por um boteco, cantina de universidade ou churrasco já pode ouvir pelo menos uma dessas três expressões. O truco é, sem a menor dúvida, o jogo de cartas mais querido pelos brasileiros. Não se sabe bem ao certo quando o jogo surgiu, porém sabe-se que há várias décadas as três cartas já fizeram muita gente matar, morrer, perder a casa, o dinheiro e alguns mais ousados até o “toba“. Porém, ao contrário do que se pensa,  não existe apenas um tipo de truco. Cada região do Brasil tem suas próprias características, gírias e maneiras de jogar. Pode ser muito parecido, mas o carteado do Rio Grande do Sul é diferente do jogo dos tentos aqui do Paraná.

As diferenças estão, basicamente, no tipo do baralho e no número de cartas em jogo. O truco gaudério – do Rio Grande do Sul – é jogado com o baralho espanhol, ou seja, um deck composto por 40 ou 48 cartas. A maior diferença, além dos desenhos, é o tipo de numeração. Devo admitir que as imagens do baralho hermano são mais bonitas que as nossas, afinal tem mais cores e traços realistas. As origens de ambos se confunde bastante com a história das cruzadas e guerras do período medieval. Quase todas as civilizações têm usos para os baralhos. Muitas delas estiveram associadas à magia e à leitura da sorte. Contudo, estamos falando de outro tipo de mágica aqui.

Baralho - Crédito: Wikimedia CommonsTruco, alguns copos de cerveja e mais três amigos é uma boa combinação para quem pretende ser um Ás do truco. Por isso, é preciso saber que o valete vale mais que a rainha e a sequência 3, 2 e Ás pode fazer alguns estragos quando o naipe for o mais forte. O truco é jogo de quem sabe prever movimentos e pensar rápido. Portanto, é um excelente exercício de observação do adversário. Tal qual o pôquer, deve-se ler o rosto do seu oponente e desconfiar. Afinal, trata-se do blefe na sua forma mais genuína. Além disso existem lendas sobre o truco como aquela que diz “se você foi para a faculdade e não aprendeu a jogar truco, você não foi para a faculdade”.

Muita gente também promove campeonatos valendo dinheiro, outros fazem valer feijões, fichas, palitos de fósforo e o que mais estiver por perto. De três, a seis, nove e os temidos doze tentos, é preciso ter bastante segurança do que se está fazendo. As mentiras do truco, são geralmente chamadas de facão e nem sempre é recomendável. Mas é uma das horas mais divertidas – ver o adversário cair no blefe. Portanto, o Paliteiro convoca seus queridos leitores a contarem as piores jogadas de truco da história! Quem nunca perdeu de lavada?!

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1 Comentário em “Gato, tento e os facões”
Guylherme Custódio @ 17-11-2009 - 01:47

Ao longo da minha vida já pude presenciar duas vezes uma dupla perder mesmo portando Gato e Copas.
Acredite, isso é possível.