Especial segunda-feira, 14-12-2009 às 22:37

Banca de jornais - Crédito: Stefano Corso/Wikimedia CommonsMuito bem. Aos poucos o Paliteiro vai voltando à programação diária que foi proposta desde o início. E hoje, segunda-feira é dia de especiais e opinião. Portanto, trago um debate que muita gente se faz tanto nas faculdades quanto nas redações: o jornal impresso vai sobreviver? É um pouco difícil prever o futuro de uma mídia tão presente culturalmente quanto os jornais de papel. Exatamente por isso, os questionamentos surgem e as polêmicas estão à solta. É fato que os jornais já não são como eram há dez anos; quem dirá há trinta. Por isso é que precisamos parar para considerar algumas hipóteses interessantes.

Também é fato consumado que as mídias impressas como as conhecemos (e se permanecerem assim) estarão fadadas ao seu fim. Mas e se algumas iniciativas interessantes forem tomadas por parte da diretoria? Não seria melhor procurar uma alternativa que conseguisse trabalhar entre os meios virtuais e digitais de forma simples e complementar? Pois seria. Mas o grande problema é fazer com que os “donos da grana” percebam que não basta investir no online ou no impresso. É preciso manter os dois.

Mesmo que o jornal de papel não tenha mais tanta presença para os leitores mais jovens, ele ainda é peça chave de uma cadeia de comunicação que não pode ser suprimida da noite para o dia. Como já é percebido em qualquer lugar do mundo, muitos meios conseguem “furar” os jornais – rádio, internet, televisão e os telefones celulares. A informação não precisa mais estar na mão de uma só pessoa para ter credibilidade. Basta que você tenha o mínimo de confiança na pessoa que está escrevendo, falando ou narrando a história.

Então como o jornal (e aí também entram as revistas) sobreviveriam ao impacto da Era Digital? Já existem teorias a respeito e muito se fala na junção dos jornais impressos e revistas em grandes periódicos que ofereçam uma reflexão mais profunda sobre os fatos. Em vez de apenas tratar os temas como notinhas breves em uma página principal. Existe uma coisa que a internet sozinha não consegue derrubar: o suporte do papel e o conforto de leitura em superfícies desse tipo. Afinal, quem aguenta ficar olhando para o monitor por horas e horas em uma página branca com alto contraste e brilho elevados.

Nook - Crédio: Barnes&Noble (Divulgação)

Aí caímos naquela questão sobre os leitores digitais – os Kindles e Nooks da vida. Os e-readers oferecem um suporte confortável para leitura. Porém, neste primeiro momento, são uma tecnologia bastante cara para podermos dizer que em um futuro próximo os livros, jornais e revistas do mundo inteiro estarão à venda em uma livraria online. Tudo bem, conforme o tempo passa, a técnica desenvolve e os preços caem. Isso é fato, mas deve-se levar em consideração que há mercado para ambos.

Por isso é tão complicado debater se os veículos impressos ainda têm vez em meio a tanta tecnologia e tinta digital. É inegável que os gadgets são tentadores e é cada vez mais difícil pensar que eles não serão o futuro da leitura daqui algum tempo. Mas há de se pensar na divisão dos públicos e no poder de compra de cada um. Por hora digo que não; o impresso não irá desaparecer e sim se transformar. Sabe por que digo isso?

A coluna “Cultura Digital” de amanhã tem a resposta! Fique de olho!

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1 Comentário em “Opinião: O impresso ainda tem vez?”
Bruna @ 14-12-2009 - 22:48

De fininho o jornal impresso acaba e as revistas se adaptam ao novo cenário. Do dia pra noite nada acontece. Tudo é devagarzinho. Em jornal online tu só ler o que quer e nem precisa sujar a mão. É ótimo haha