Filme da Semana segunda-feira, 18-01-2010 às 17:41

Quando cheguei em Pandora já passava mais ou menos das quatro horas da tarde de quinta-feira, quatorze de janeiro. Aterrizamos tranquilamente, daquele que foi um voo de seis anos. Seis longos anos em uma nave, sobrevivendo com criogênio – foi bom acordar. Colocamos máscaras para sair; a atmosfera de Pandora é intolerável aos humanos. Mais de quatro minutos expostos à ela e morremos. Logo recebemos nossas missões.

Estamos aqui por um motivo: extração de minerais. Unobtânio. Um quilo disso vale 20 milhões de dólares. Para isso, a colônia humana foi construída em Pandora. Milhares de soldados e armamentos pesados desembarcaram conosco. Existe muita coisa perigosa por ali. Segundo o Quaritch, tudo que voa, rasteja e vive na lama quer nos matar. Para ser mais específica, a minha missão aqui é tratar da “diplomacia”.

Existe população nativa. Eles se chamam Na’vi e têm ossos fortes, como fibra de carbono. Esses nativos também têm quase cinco vezes o tamanho de um homem normal e possuem tranças que funcionam como uma espécie de ligação entre cada um deles com a natureza ao redor. Ao chegarmos à sala de conexão vimos nossos avatares e vistos de perto, ele são ainda maiores.

A primeira conexão com o nosso corpo novo é um pouco estranha. Os movimentos são diferentes, equilíbrio e tudo mais. Temos de reaprender a andar, mexer os braços e a cauda. Tudo muito diferente. Quando saímos para a floresta tudo brilhava e fez sentir que os anos dentro daquela nave foram válidos só por poder estar ali.

Ok, pode não ter sido lá muito divertido começar esse texto assim, pelo menos para quem lê. Mas, imaginar-se em Pandora é algo muito, mas muito divertido. Finalmente, consegui assistir Avatar. Demorou, eu sei, mas festas de final de ano e viagens atrasam um pouco compromissos desse tipo. Mas o que importa é que não é à toa que este é um dos filmes mais assistidos até hoje.

James Cameron sabe como impressionar uma plateia. Primeiro o naufrágio do Titanic, agora, a produção inteira de Avatar. Um filme inteiro em 3D, com efeitos incríveis é um marco importante na história do cinema. Contudo, o enredo acaba deixando um pouco a desejar, mesmo que possua uma bela mensagem ecológica que busca fazer-nos pensar a respeito das nossas atitudes em relação ao meio ambiente.

Parece que se olharmos a história de Avatar de maneira isolada, sem levar em consideração todo o visual, é quase como uma aventura qualquer que se possa enfrentar em um jogo do estilo MMORPG. Tem-se outro corpo, suas atitudes naquele mundo são mediadas por uma série de códigos e convenções sociais daquele grupo em específico e assim por diante. Porém, o que realmente transforma o filme em algo completamente fora de qualquer padrão é a sua apresentação que faz querer ser parte de Pandora.

A promessa de uma continuação é uma boa notícia, mas espero que a trama de Avatar 2 seja um pouco mais complexa. Existem alguns “poréns”, o primeiro deles é que as crianças representam um público muito grande e histórias de fácil compreensão são quase obrigatórias nesse caso. Outro fator impotante a ser levado em conta, está relacionado ao fato de a maioria das pessoas usar o cinema como uma válvula de escape, ou seja, não querem pensar a respeito. Por isso, acredito que seja um pouco difícil esperar alguma “melhora” neste quesito.

Ainda assim, Avatar é o filme vencedor do Globo de Ouro da categoria “Melhor Filme” e também de “Melhor Diretor” para James Cameron. Gostando ou não, Avatar é marcante e vai permanecer como um dos filmes mais importantes da história, até aqueles que não gostaram do filme admitem que se trata de uma referência tecnológica em Hollywood. Portanto, é um filme que não se pode deixar de ver.

Posts relacionados









Nenhum comentário em “Avatar: impressões sobre Pandora”