
Ok, cheguei na Campus Party e tenho a sensação de estar a Disney. Pense em uma conexão de 10 GB, palestras interessantes pra todos os lados, moddings muito legais e tanta coisa ao mesmo tempo que chega até a dar uma certa agonia por tentar acompanhar tudo ao mesmo tempo. Enquanto estou escrevendo aqui, estou ouvindo algumas palestras. A primeira falava sobre as técnicas de apuração para blogueiros. Se pensarmos bem, se você é jornalista não tem muito o que e preocupar com essas técnicas. Tudo o que ouvi aqui na palestra do Tiago Cordeiro fo a confirmação de que o blogueiro é o repórter indivudual; a famosa “equipe de um homem (ou mulher) só”.
Isso também lembra que logo mais, às 15h45 terá a palestra sobre Jornalismo na Rede. Espero ouvir algumas coisas esclarecedoras a respeito da profissão e tudo o que se pode esperar para quem estudou quatro anos para ter o diploma dispensado pelo STF.
Neste exato momento, estou ouvindo o Momento Telefônica com o “marketeiro de mídias sociais do Obama”, também conhecido como Scott Goodstein. Ele conta que boa parte do sucesso da campanha do atual presidente aconteceu devido ao tipo de comportamento que os americanos têm em relação às mídias digitais como perfis de Twitter, Facebook e principalmente mensagens de texto. “O ponto principal foi pensar no que o usuário e eleitor pode oferecer à campanha”, disse Goodstein durante a sua apresentação. A campanha é um exemplo de colaboração entre usuários famosos e outros tantos anônimos que fizeram com que aplicativos de iPhone, vídeos voluntários e tudo mais que pudesse ser adicionado de maneira espontânea.
Goodstein foi bastante enfático quanto ao uso de telefones celulares pelos norte-americanos. O número de pessoas que fazem uso de aparelhos como smartphones e aplicativos do Facebook é bastante significativo. “42% dos adolescentes enviam mensagens de texto com muita facilidade; e isso não é um dado telefônico, é como as notícias circulam nos Estados Unidos”. É muito importante saber que os fatores culturais influem muito no jeito com que as redes sociais são utilizadas em cada país. É inegável que existe uma “cultura móvel” gigantesca nos EUA, coisa que ainda não está totalmente estabilizada no Brasil.
Claro, a base de usuários de telefones celulares no Brasil é bastante grande, mas esses serviços ainda não chegam ao público geral, já que o grande foco das redes sociais e as interações políticas ainda é voltado a quem já está acostumado com toda a movimentação do mundo online. Por isso, é preciso abordar a tecnologia de uma forma diferenciada no nosso país.
Então, o negócio é ficar de olho porque daqui a pouco tem mais matérias da #cparty rolando por aqui!
Se você quer acompanhar algumas palestras, “dá uma espiadinha” no Big Brother da Campus Party…





