O meu segundo dia de palestras começou um pouco mais tarde nesta quinta-feira (28). Cheguei ao Centro de Exposições Imigrantes aproximadamente às 13h e acabei perdendo a primeira palestra sobre layouts para blogs sem frescura. Acontece… Logo em seguida, veio o debate sobre cibercultura e da mídia com os “papas” do assunto como o André Lemos, Rogério Christofoletti, Henrique Antoun, Sandra Montardo e o moderardor Sérgio Amadeu.
As pesquisas em comunicação no campo da cibercultura e o jornalismo online ainda não atingiram um número tão desejável. “Os blogs são mídias de transição, por isso há a pressa da comunidade acadêmica para desenvolver pesquisas”, diz Rogério Christofoletti. Para eles, a pesquisa de blogs oxigena as academias, afinal são pessoas mais jovens que desenvolvem este tipo de pesquisa e trabalho.
Quanto às mídias digitais, Christofoletti comparou as duas mais polêmicas, do ponto de vista da cominunicação tradicional. ” O blog não permite a velocidade e o tempo real que o Twitter permite, o blog é um objeto fugidio e de fronteiras porosas”, ou seja, ele não consegue prever onde o “objeto blog” vai parar, já que este meio tem uma natureza sem formato definido.
Cria-se uma nova dinâmica de consumo e produção de informação. O fato de permitir o diálogo faz da internet algo totalmente novo ao que os meios estão acostumados. Apesar de funcionar como uma reflexão do “mais do que já ouvimos”, a grande diferença de meios massivos e a internet, seria, claro, o diálogo. “Não basta publicar, quando falamos de blog, falamos de compartilhamento de informação. Qualquer pessoa pode produzir. Pode-se falar livremente para o planeta”, com essas palavras, o professor André Lemos da UFBA diz que a cibercultura é soma.






