Muito boa tarde a todos! Neste meu terceiro dia de Campus Party pude colher algumas informações bem interessantes e outras um tanto, digamos, “não tão novas assim”. Até o presente momento, acompanhei as duas primeiras apresentações do dia. A primeira delas, com Rosana Hermann, Marimoon, Pedro Neschling, Bia Granja e Lele do Te Dou um Dado, falou a respeito das celebridades na Internet e a migração de quem já era famoso no mundo “offline” para o “online”.
Para entender essas webcelebridades, é preciso saber que elas surgem a partir de uma característica única e marcante, de acordo com Rosana Hermann. Ela ainda destaca que hoje temos uma “mania de querer ser webcelebridade”. “Não se faz um blog, Twitter ou qualquer outra manifestação na rede para ser ouvido apenas; as pessoas fazem para tentar a fama”, ressaltou Bia Granja.
Contudo, as celebridades ainda são originadas pela mídia tradicional – jornais, emissoras de televisão etc – e por isso, muita gente que não é tão relevante e expressivo no mundo virtual acaba virando “alguém” fora dele. Rosana Hermann afirmou que a culpa é dos jornalistas que não procuram entender as redes e atribuem o sucesso de alguém que conseguiu seguidores de maneira “suja”, como a atual BigBrother Tessália Serighelli, a Twittess.
Este tipo de análise causa um segundo problema: a interpretação equivocada das agências e escritórios de marketing ou publicidade que decidem contratar twitteiros como a Tessália para divulgar marcas. Basta pensar a respeito da base de seguidores da famosa Twittess: será que os seguidores dela são realmente fiéis e realmente lêem o que ela diz a ponto de torná-la uma formadora de opinião ou são apenas números que criam uma falsa ideia de popularidade?
Além disso, as celebridades tradicionais que chegam ao Twitter e às redes sociais em geral ainda não se acostumaram ao fato de que estão ali para interagir com pessoas que sempre tiveram admiração por elas ou então estão prontas para fazer alguma piada ou algo do tipo. Mas, até pouquíssimo tempo atrás, as celebridades não faziam a menor ideia (em alguns casos, questão) de saber ou interagir com quem forma o seu público. O caso mais claro disso é o incidente da Xuxa no Twitter, que muita gente acompanhou de perto.
Mas nem tudo é ponto negativo. Pedro Neschling destacou a participação do âncora do Jornal Nacional, William Bonner, no microblog do passarinho azul. O perfil @realwbonner já soma milhares de seguidores e desmistificou a imagem que ele passava pelo telejornal, “ele é até um pouco mala, às vezes”, disse o ator.














