Cultura Digital quarta-feira, 10-02-2010 às 23:32

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Google Buzz: será que pega?Desde que foi anunciado nesta terça-feira (9), o Google Buzz gerou algumas desconfianças dos usuários do Google. Depois da decepção com o Wave, muita gente desacredita o novo aplicativo disponibilizado no serviço de e-mails da empresa, o Gmail. Entretanto, as suspeitas sobre o sucesso e a real necessidade de ter mais uma rede social para ser atualizada pelo usuário geram polêmicas dos mais variados tipos.

Se você desconhece o termo “buzz”, é fácil explicar. Trata-se de um termo utilizado na publicidade para determinar a repercussão de algo, o barulho que determinada campanha causou, por exemplo.

Pelo o que pode ser observado neste primeiro momento, a festa ainda não agradou nem desagradou. Como a novidade ainda é fresca, as avaliações e reviews a respeito do tema estão por sair.

Mas o que mais supreende é a necessidade criada para mais um serviço pelo qual os usuários não pediram. Se temos o Twitter, por que usar o Buzz? O que ele oferece de diferente além de integração nativa com o Gmail?

A possibilidade de compartilhar links, imagens, vídeos e uma série de conteúdos sem a necessidade de “escondê-los” em links encurtados é atrativa, mas se levarmos em conta o fato de demorar em média trinta segundos toda vez que se clica em um campo de texto ou se pede uma atualização para checar novos “buzzes”, o serviço acaba fiacando um pouco desanimador. Mesmo que você tenha uma boa conexão, o tempo pode ser um grande inimigo do Buzz.

Google Buzz - novo serviço do Google
Mesmo assim, como toda novidade do Google, esta merece ser testada. Ainda que o histórico de produções sociais da empresa não seja o melhor (vide Orkut e Google Wave), há uma pequena esperança de sucesso neste novo empreendimento. O que faz do Buzz algo um pouco diferente da tentativa mais recente, o Wave, é o fato de não depender de convites e por isso não implica em um deserto estranho e um vácuo de informações não passadas, jogadas a esmo.

Entretanto, essa vontade que o Google tem de unificar, centralizar e qualquer outro verbo que o valha, pode custar caro. Será que ao inserir ferramentas em um cliente no melhor cliente de e-mail não vai torná-lo complicado ou até quem sabe saturar a página?

Ainda é muito cedo para ter opiniões muito fortes a respeito do Google Buzz; mas de qualquer maneira, a ferramenta tem uma grande responsabilidade: limpar o nome da empresa no quesito “redes sociais”. Basta analisar o desempenho do Google Wave. Quantas pessoas que você conhece fazem uso diário desse serviço?

Google Buzz: adicione recursos

Pessoalmente, não vejo ninguém preocupado em checar seu Wave. Ok, são ferramentas com focos diferenciados. Enquanto o Buzz é voltado para conteúdos imediatos, o Wave serve para criação de conteúdo de forma colaborativa.

Mas é preciso pensar um pouco além… Por exemplo, senti falta de ferramentas que dessem um toque mais “social” ao Buzz. Enviar e responder mensagens é interessante, mas é o básico! Qualquer rede social que queira adotar este título precisa disso. Porém, tendo em vista o modelo de rede que o Buzz se propõe a ser, ainda falta comer muito feijão.

Google Buzz: ainda falta muito

Se eu gostei de algo que um amigo enviou, como vou replicar este conteúdo para que este chegue aos meus seguidores? Não há um botão de “RT” assim como não existe nenhum modo aparente de enviar mensagens direcionadas, como as queridas @s do Twitter.

Outro problema sério do Buzz é a falta de filtros de conteúdo. Não há marcação de hashtags, também não posso bloquear determinados assuntos que definitivamente não são do meu interesse. Será que todo o “buzz” que o Buzz gerou não é negativo? Digo, até quando ter dezenas de pessoas falando em uma timeline é útil? Talvez não seja exagero dizer que tanto barulho acabou uniformizando aquilo que chega, se transformando em uma grande massa de ruído que complica a chegada do conteúdo que realmente interessa: a informação.

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