Já fazia algum tempo que o Paliteiro não trazia posts sobre música – daqueles um pouco maiores e que discutem conteúdos. O tempo anda curto, mas a coisa caminha. Tanto que o post de hoje retoma algo que acabou ficando suspenso. Portanto se você tinha gostado dos posts sobre jazz, rock e brit rock, hoje chega mais um para integrar o time: indie rock.
Considerados como underground, grunge e revoltados, no fundo esses músicos começaram com o intuito de fazer rock independente das gravadoras poderosas e dos grandes palcos. O indie rock tem suas raízes no rock dos Estados Unidos e Inglaterra, especialmente a partir da década de 1980.
De uma certa maneira, podemos arriscar dizer que o indie rock é fruto de outros estilos como o punk. Boa parte dessa herança está na forma de colocar os instrumentos. Apesar de ser mais melódico que o seu antecessor, o indie usa muito das guitarras distorcidas e vocais marcantes. Contudo, poucas coisas marcam tanto ambos os estilos quanto o visual.
Os padrões xadrez, calças jeans e tênis condenados à lixeira por muitas mães fazem parte da composição visual tanto dos punks quanto dos indies. Ainda assim, é bom deixar claro que apesar de subsequente, um estilo é muito diferente do outro. Enquanto os primeiros punks tinham como objetivo anarquizar a sociedade com suas letras de protesto, os indies adotam uma postura mais pacífica.
O grande grupo de temas para as letras indie estão no cotidiano, o estilo de vida que cada um leva. Isso pode ser parte do reflexo da atual conjuntura social. A geração que hoje ouve o indie rock já não tem aquela ira de vinte, trinta anos atrás. Nossos questionamentos estão voltados a nós mesmos e no jeito que conduzimos as ações e as escolhas. A partir daí sai a reflexão maior, em escala social. Mais um filho do individualismo.
Entretanto, apesar de os primeiros indies (e a boa maioria deles, ainda) defenderem a música sem a participação dos poderosos das gravadoras, as principais bandas deste cenário já estão “apadrinhadas” por grandes nomes como EMI, Universal e Sony. Por isso, nomes como Franz Ferdinand, The Killers, Kings of Leon e tantos outros são tão populares.
Ouça abaixo algumas músicas que fazem parte do repertório indie dos anos 2000.







