Especial terça-feira, 27-04-2010 às 00:55

Especial - Paliteiro

O curitibano tem algumas manias. Todo o resto do Brasil e até eles mesmos podem elencar várias delas. Mas, não é sobre os curitibanos que vamos falar hoje e sim de uma das iniciativas que movimentam a cidade todo início de ano. O Festival de Curitiba, antigo Festival de Teatro de Curitiba, reúne uma série de apresentações culturais dos mais diversos tipos. Porém fica a dúvida: você vai ao teatro só quando há um festival?

A verdade é que muita gente passa o ano se perguntando o por quê da falta de mais iniciativas culturais em uma cidade que, por definição tem um público bastante seleto e exigente a ponto de grandes empresas escolherem a capital do Paraná para testar a aceitação de novos produtos. E quando chega o mês de Março voam às bilheterias em busca de ingressos para peças de vários estilos.

Teatro é só para festival?

Será que isso não é um sintoma de falta de não só teatro, mas outras formas de expressão cultural? As soluções para isso são bastante óbvias, mas como muita gente já está sem paciência de tanto saber, não é algo tão fácil assim. Tudo o que necessita de apoio do Estado e suas instâncias depende de um certo “canetaço” e, como qualquer produto – independente da aprovação do público seleto – tem eu preço.

A proposta deste post é muito maior do que apenas ficar na página do Paliteiro. Trata-se de uma blogagem coletiva para que a cultura passe a fazer parte da vida de muita gente que ainda não experimentou a sensação de estar em uma poltrona de veludo enquanto atores de renome e outros que estão no caminho encenam cenas cotidianas e outras tão diferentes quanto a imaginação do autor mandar.

O que os blogueiros que apoiam a ação Mais Teatro da Cennarium querem, é fazer com que a representação, seja ela profissional ou ainda amadora, passe a ajudar na inclusão sociocultural, educacional e digital por todo o país. Para isso, são mais do que necessários os Centros Integrados de Cultura (CICs).

Já imaginou ter teatro, internet, bibliotecas, artesanato, pintura, música e uma infinidade de outras atividades em um ponto de referência para várias pessoas de diferentes classes sociais? Parece um tanto utópico, mas a proposta dessa medida é evitar o “canetaço” e as interferências estatais. Assim, os CICs se tornariam células culturais independentes de tamanhos que variam de acordo com o tamanho da cidade.

Se você acha que o acesso à cultura não só em datas específicas é algo importante para o lazer e a formação intelectual de uma cidade, clique aqui e demonstre o seu apoio!

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