Agora é de verdade. É hora de puxar o carro, deitar o cabelo e ir embora. Mas não sem antes saber como foi arrumar a casa e receber o maior público da Campus Party inteira. Com a palavra, o senhor Edney Souza, mais conhecido como Interney. Ele contou ao Paliteiro como foi organizar a área de maior prestígio da terceira edição da maior festa da internet brasileira. Ouçam o homem:
Coberturas Especiais sábado, às 12:59
Tudo o que é bom acaba… Até a Campus Party. Este sábado é o meu último dia na festa nerd e para encerrar a cobertura, vamos falar sobre dinheiro e coisas boas da vida. Para ganhar dinheiro é preciso trabalhar, certo? Talvez. Você pode escolher o quanto quer trabalhar. Tudo depende da capacidade de ser influente e relevante nas ferramentas de buscas. Então, se você está pensando em aderir a programas de afiliados e gerar receita com o seu blog, aqui vão algumas dicas importantes.
Monetizar blogs é uma “faca de dois gumes”. Enquanto pode ajudar a aumentar a renda do blog, o publico pode não gostar da interferência publicitária no seu site. As pessoas não querem comprar a toda hora. Existem riscos na inserção de anúncios de diversos programas de afiliados. Pode acontecer de este espaço acabar exibindo conteúdos inadequados e por isso, deve-se tomar cuidado com a exibição e contratação de serviços deste tipo.
Porém existem muitas vantagens na inserção de programas de monetização de blogs e sites. Os espaços publicitários deste tipo implicam em poucos gastos, esforços baixos e ainda não exigem que se utilize as referências de uma empresa ou algo do tipo para estabelecer este tipo de parcerias. Helisson Lemos, do MercadoLivre, destacou as boas práticas de e-commerce e relações com o consumidor final através de anúncios em sites e blogs, inseridos pelo programa de afiliados do portal de leilões.
Ele ainda afirmou que “a menina dos olhos do Mercado Livre” é o Programa de Afiliados, uma vez que este tipo de publicidade dá um excelente retorno. “O público que normalmente navega no MercadoLivre, está ligado aos blogs. Ou seja, é um usuário mais ‘pesado’”. O programa Mercado Sócios já tem dez anos de atuação no mercado. Segundo Helisson, o sucesso que o MercadoLivre alcançou se deve a este programa porque é possível usar o conceito de capilaridade. Assim, fica mais fácil ligar o vendedor ao comprador através de um blog ou site que atenda ao nicho desse público.
Coberturas Especiais, Garfo&Faca sexta-feira, 29-01-2010 às 16:41
Ficar com fome na Campus Party é certeza de que você tem poucas opções. Como este é o meu primeiro ano na maior festa da Internet no Brasil, não posso fazer nenhuma comparação com as outras edições, mas já passei por algumas experiências dignas de relato nesses três dias em que pude comer algo por aqui.
Se você decidiu por não pagar o pacote de alimentação que custa R$ 165, saiba que as alternativas são um pouco gordurosas e as filas podem agravar a sua fome. Mas, se você está disposto a encarar essa aglomeração, é importante saber o que vale ou não a pena.
Ok, você tomou coragem e resolveu pegar a fila para sair da área de campuseiros com o seu notebook e a sua tralha nerd. Existem algumas opções interessantes e outras extremamente gordurosas e ainda por cima caras e sem gosto. Você pensa: vou comer um belo de um hamburguer duplo! Tudo bem, mas não faça isso na barraca chamada “Pernil”. Além de pagar R$14 por um cheese-salada (também conhecido por X-Salada), batatas fritas e um refrigerante em lata, você ganha um brinde surpresa: aumento de colesterol ruim, mãos sebosas e a impressão de comer água quente.
Mas, se carne não é a opção, um pastel de queijo sempre salva. Desta vez, a pedida é boa. Por incríveis R$ 3 você leva um incrível pastel para matar a fome no PlayCandy. Além disso, por R$ 1 a mais, o chesse-burger (vulgo X-Burger) a figura do seu sanduíche muda completamente.
Durante as próximas horas, você vê mais dicas…
Coberturas Especiais sexta-feira, às 15:04
Você criou um blog. Bem vindo a um mundo desleal e cheio de gente querendo “furar o seu olho” e ultrapassá-lo no ranking de páginas do Google. Para conseguir sobreviver e ter bons relacionamentos com outros blogs e sites, assim como as ferramentas de busca como o Google, você precisa saber como usar técnicas ao seu favor. O nome disso é Search Engine Optimizer, o SEO. Fábio Ricotta, do MestreSEO dá um conselho para quem acabou de criar um blog e quer melhorar algumas coisas.
Se você quer saber o que o Fábio Ricotta falou na apresentação de hoje, veja estes slides!
Coberturas Especiais sexta-feira, às 14:41
Muito boa tarde a todos! Neste meu terceiro dia de Campus Party pude colher algumas informações bem interessantes e outras um tanto, digamos, “não tão novas assim”. Até o presente momento, acompanhei as duas primeiras apresentações do dia. A primeira delas, com Rosana Hermann, Marimoon, Pedro Neschling, Bia Granja e Lele do Te Dou um Dado, falou a respeito das celebridades na Internet e a migração de quem já era famoso no mundo “offline” para o “online”.
Para entender essas webcelebridades, é preciso saber que elas surgem a partir de uma característica única e marcante, de acordo com Rosana Hermann. Ela ainda destaca que hoje temos uma “mania de querer ser webcelebridade”. “Não se faz um blog, Twitter ou qualquer outra manifestação na rede para ser ouvido apenas; as pessoas fazem para tentar a fama”, ressaltou Bia Granja.
Contudo, as celebridades ainda são originadas pela mídia tradicional – jornais, emissoras de televisão etc – e por isso, muita gente que não é tão relevante e expressivo no mundo virtual acaba virando “alguém” fora dele. Rosana Hermann afirmou que a culpa é dos jornalistas que não procuram entender as redes e atribuem o sucesso de alguém que conseguiu seguidores de maneira “suja”, como a atual BigBrother Tessália Serighelli, a Twittess.
Este tipo de análise causa um segundo problema: a interpretação equivocada das agências e escritórios de marketing ou publicidade que decidem contratar twitteiros como a Tessália para divulgar marcas. Basta pensar a respeito da base de seguidores da famosa Twittess: será que os seguidores dela são realmente fiéis e realmente lêem o que ela diz a ponto de torná-la uma formadora de opinião ou são apenas números que criam uma falsa ideia de popularidade?
Além disso, as celebridades tradicionais que chegam ao Twitter e às redes sociais em geral ainda não se acostumaram ao fato de que estão ali para interagir com pessoas que sempre tiveram admiração por elas ou então estão prontas para fazer alguma piada ou algo do tipo. Mas, até pouquíssimo tempo atrás, as celebridades não faziam a menor ideia (em alguns casos, questão) de saber ou interagir com quem forma o seu público. O caso mais claro disso é o incidente da Xuxa no Twitter, que muita gente acompanhou de perto.
Mas nem tudo é ponto negativo. Pedro Neschling destacou a participação do âncora do Jornal Nacional, William Bonner, no microblog do passarinho azul. O perfil @realwbonner já soma milhares de seguidores e desmistificou a imagem que ele passava pelo telejornal, “ele é até um pouco mala, às vezes”, disse o ator.
Coberturas Especiais quinta-feira, 28-01-2010 às 17:01
Sem dúvida, uma das maiores preocupações dos blogueiros é se os seus meios de expressão estão próximos do fim ou não. Muita gente decretou que, depois do Twitter, o dia dos blogs estariam contados. Mas será que isso é verdade mesmo? Saiba o que André Lemos tem a dizer sobre o assunto!
Coberturas Especiais quinta-feira, às 16:54

É preciso saber dosar o que se fala em blogs. Tudo o que é publicado fica registrado e pode resultar em processos judiciais como acontece com a grande imprensa. Não se trata de censura, trata-se de uma maneira de garantir o direito da pessoa que se sentiu ofendida, assim pode-se discutir o assunto. E conceder a resposta ou qualquer outra ação cabível no caso em que alguém tenha sido prejudicado por algum post, tweet ou seja lá o que tenha causado o problema.
Existem exageros por parte de usuários mal intencionados, que acabam determinando o bloqueio de serviços em uma determinada região. Isso aconteceu em um caso específico em que um rapaz estaria criando blogs para ofender outras pessoas no WordPress.com. Isso foi mal interpretado pela Justiça que acabou decretando o bloqueio ao serviço de blogs em qualquer computador brasileiro. Ao saber da decisão, logo houve a comoção para que a sentença fosse reavaliada, afinal é um contrasenso bloquear um serviço por um usuário mal intencionado ter feito isso.
O fato de os meios digitais causarem a quebra de paradigmas comunicacionais ainda traz muitos problemas na compreensao do que é “ser lesado” por uma opiniao daquilo que é considerado como falta de conhecimento da liberdade que a internet permite. Por isso, é preciso pensar muito bem antes de resolver acionar um advogado. Se você foi se sentiu lesado de alguma forma, procure contato direto com o blogueiro e lembre-se: a internet é um meio em que a opiniao e a livre expressão são moedas valiosíssimas. Portanto, não tente encriminar alguém por ter exposto o que pensa. Deixe para fazê-lo quando houver danos morais reais e acusações infundadas. Novamente, o bom senso vale muito nessas horas.
Coberturas Especiais quinta-feira, às 16:25
O meu segundo dia de palestras começou um pouco mais tarde nesta quinta-feira (28). Cheguei ao Centro de Exposições Imigrantes aproximadamente às 13h e acabei perdendo a primeira palestra sobre layouts para blogs sem frescura. Acontece… Logo em seguida, veio o debate sobre cibercultura e da mídia com os “papas” do assunto como o André Lemos, Rogério Christofoletti, Henrique Antoun, Sandra Montardo e o moderardor Sérgio Amadeu.
As pesquisas em comunicação no campo da cibercultura e o jornalismo online ainda não atingiram um número tão desejável. “Os blogs são mídias de transição, por isso há a pressa da comunidade acadêmica para desenvolver pesquisas”, diz Rogério Christofoletti. Para eles, a pesquisa de blogs oxigena as academias, afinal são pessoas mais jovens que desenvolvem este tipo de pesquisa e trabalho.
Quanto às mídias digitais, Christofoletti comparou as duas mais polêmicas, do ponto de vista da cominunicação tradicional. ” O blog não permite a velocidade e o tempo real que o Twitter permite, o blog é um objeto fugidio e de fronteiras porosas”, ou seja, ele não consegue prever onde o “objeto blog” vai parar, já que este meio tem uma natureza sem formato definido.
Cria-se uma nova dinâmica de consumo e produção de informação. O fato de permitir o diálogo faz da internet algo totalmente novo ao que os meios estão acostumados. Apesar de funcionar como uma reflexão do “mais do que já ouvimos”, a grande diferença de meios massivos e a internet, seria, claro, o diálogo. “Não basta publicar, quando falamos de blog, falamos de compartilhamento de informação. Qualquer pessoa pode produzir. Pode-se falar livremente para o planeta”, com essas palavras, o professor André Lemos da UFBA diz que a cibercultura é soma.
Coberturas Especiais quarta-feira, 27-01-2010 às 17:10
As mídias digitais estão presentes em tantos lugares e cabeças, mas parece que a imprensa tradicional insiste em negar que a produção de maneiras alternativas de levar a informação. É mais ou menos esse o espírito do assunto discutido pelos participantes do painel “Jornalismo na Rede”, Marcelo Soares, Maurício Stycer, André Deak, Paulo Fehlauer e Eduardo Machado. Todos eles são jornalistas e possuem opiniões muito fortes a respeito da obrigatoriedade do diploma de jornalista.
Um ponto bastante importante que eles defenderam durante a apresentação foi a força do jornalismo online e a ausência dessa disciplina das universidades. Stycer ressaltou que atualmente, as escolas de jornalismo estão formando profissionais que não são capacitados e reconhecidos para trabalhar na web. O ensino funciona como o mercado: enquanto as grandes empresas jornalísticas não enxergarem a importância da informação multimídia, as universidades também não devem creditar a devida necessidade de trabalhar este tipo de mídia.
As coberturas independentes feitas através de blogs também trazem uma contribuição à difusão. Porém, um problema apontado pelos jornalistas é o fato de esses trabalhos serem quase experimentais; “fazemos tudo antes de sabermos se vai render algum dinheiro”. E é justamente neste ponto que as grandes empresas não enxergam as formas de jornalismo multimídia como uma fonte de informação principal e não apenas um complemento.
Coberturas Especiais quarta-feira, às 16:18
Muita gente se preocupa na hora de escolher um gabinete legal. Claro, é muito mais fácil comprar; mas e quando a diversão consiste em montar o seu próprio gabinete bad ass? Assista à primeira matéria feita na correria da CampusParty!
Peço desculpas pela qualidade do áudio e de imagem…
















