Quase meio bilhão de usuários e aquela sensação de ser uma rede social “elitizada” em comparação com o Orkut adiantaram de nada para que as dúvidas a respeito do Facebook surgissem. O império de Marc Zuckenberg vem encarando algumas desconfianças muito sérias. Toda a história tem início há mais ou menos 7 anos, quando o estudante de Harvard, Zuckenberg, na época com 19 anos de idade, desenvolve uma ferramenta capaz de conectar pessoas através de perfis – o tal do Facebook.
A rede ganhou popularidade pela universidade naquela ocasião e já tinha mais de 4.000 cadastros. Até aí, tudo bem, mas o problema nasce quando uma conversa já um pouco antiga vem à superfície. O conteúdo não ajuda em nada a resolver a difícil situação que o Facebook vem enfrentando com os seus problemas com privacidade. Os registros mostram o seguinte diálogo:
Zuckenberg: Se você precisar de alguma informação sobre alguém de Harvard
Zuckenberg: É só falar
Zuckenberg: Eu tenho mais de 4 mil e-mails, fotos, endereços…
[Amigo]: O quê? Como você conseguiu isso?
Zuckenberg: As pessoas me mandaram!
Zuckenberg: Não sei o motivo!
Zuckenberg: Eles “confiam em mim”
Zuckenberg: Otários!
Diálogo original em: BusinessInsider
Malandragem ou fofoca?
Mesmo que ainda não exista nada provado quanto as acusações contra Zuckenberg, a confiança no serviço caiu. Corre a informação de que ele mesmo havia invadido uma rede concorrente para dar um “empurrãozinho” na escalada para o sucesso do Facebook. A má fama de Marc Zuckenberg só faz aumentar, quando se toca no assunto “plágio”.
Até hoje o CEO do Facebook tem um processo em aberto referente ao plágio do HarvardConnection, rede utilizada na universidade. Apesar de ter todas essas acusações graves sobre as suas costas, a resposta dada (e encontrada em reportagem na Folha e no BusinessInsider) foi de que não iria “debater com litigantes insatisfeitos e fontes anônimas que tentam reescrever a história inicial do Facebook, de Mark Zuckerberg ou constranger com alegações datadas”, alega.
Independente de ser um golpe superconspiratório para ofuscar o Facebook ou a mais crua das verdades, todo o caso envolvendo a negligência em relação à privacidade do usuário só tem feito arranhar a imagem da empresa e do serviço. Falhas de segurança e “invasões esporádicas” só tornam a situação ainda mais complicada.
O jeito é esperar e assistir o desenvolvimento dessa trama…
Cultura Digital quarta-feira, 05-05-2010 às 00:13
Foi mais ou menos em 1996 que comecei a colecionar CDs. Na época, eu tinha acabado de ganhar um aparelho de som que tinha um revolucionário tocador de CD. Era incrível levar música para tantos lugares. É certo que a tecnologia já não era tão nova assim, mas na época, era a coisa mais genial que eu havia visto. Em praticamente quatro anos, conhecemos algo chamado MP3 e com ele o Napster, Morpheus, KazAa e toda a leva de compartilhadores do tipo. A maior diversão do final de semana era escolher as músicas que iriam para o CD que mais tarde eu ouviria no meu Diskman – antes dele, eu ouvia fitas cassete em um Walkman Sony amarelo.
O sucesso das músicas gravadas do jeito que eu queria em um CD ultrapassou o meu aparelho e se espalhou pela sala de aula. A única pessoa capaz de baixar músicas e gravá-las naquela turma parecia ser eu. Era divertido – eles me davam os CDs que tinham, eu os copiava para o computador e reordenava as músicas. Realmente, esse negócio de MP3 era divertido. Depois veio o iPod e toda aquela história de montar uma extensa playlist cheia de músicas de centenas de artistas.
Apesar de ser contemporâneo ao iPod, o streaming de músicas de músicas já mostrou que veio para ficar. Serviços como o Last.fm, Music.Me e a atual menina dos olhos de muita gente, o Grooveshark. A possibilidade de ouvir música sem “possuí-la”, é algo impensável no tempo em que comecei a comprar CDs. Encontrar músicas e ouvi-las logo em seguida – sem precisar tê-las no meu HD é algo que tenho apreciado demais.
Em complemento a isso, o Grooveshark lança plataformas móveis para smartphones – é a redenção. Dessa vez, ninguém mais precisa comprar um CD ou baixar a música propriamente dita. Tudo o que é preciso fazer se resume a baixar o aplicativo no seu Android, BlackBerry, Palm ou iPhone com jailbreak. Por alguns dólares mensais, você ouve o que quer e ainda ajuda a causar uma das maiores revoluções no mercado fonográfico desde a sua era de ouro.
Talvez este texto seja bastante saudosista, mas experimente parar para pensar nessa evolução de mídias por alguns instantes…
Especial terça-feira, 27-04-2010 às 00:55
O curitibano tem algumas manias. Todo o resto do Brasil e até eles mesmos podem elencar várias delas. Mas, não é sobre os curitibanos que vamos falar hoje e sim de uma das iniciativas que movimentam a cidade todo início de ano. O Festival de Curitiba, antigo Festival de Teatro de Curitiba, reúne uma série de apresentações culturais dos mais diversos tipos. Porém fica a dúvida: você vai ao teatro só quando há um festival?
A verdade é que muita gente passa o ano se perguntando o por quê da falta de mais iniciativas culturais em uma cidade que, por definição tem um público bastante seleto e exigente a ponto de grandes empresas escolherem a capital do Paraná para testar a aceitação de novos produtos. E quando chega o mês de Março voam às bilheterias em busca de ingressos para peças de vários estilos.
Será que isso não é um sintoma de falta de não só teatro, mas outras formas de expressão cultural? As soluções para isso são bastante óbvias, mas como muita gente já está sem paciência de tanto saber, não é algo tão fácil assim. Tudo o que necessita de apoio do Estado e suas instâncias depende de um certo “canetaço” e, como qualquer produto – independente da aprovação do público seleto – tem eu preço.
A proposta deste post é muito maior do que apenas ficar na página do Paliteiro. Trata-se de uma blogagem coletiva para que a cultura passe a fazer parte da vida de muita gente que ainda não experimentou a sensação de estar em uma poltrona de veludo enquanto atores de renome e outros que estão no caminho encenam cenas cotidianas e outras tão diferentes quanto a imaginação do autor mandar.
O que os blogueiros que apoiam a ação Mais Teatro da Cennarium querem, é fazer com que a representação, seja ela profissional ou ainda amadora, passe a ajudar na inclusão sociocultural, educacional e digital por todo o país. Para isso, são mais do que necessários os Centros Integrados de Cultura (CICs).
Já imaginou ter teatro, internet, bibliotecas, artesanato, pintura, música e uma infinidade de outras atividades em um ponto de referência para várias pessoas de diferentes classes sociais? Parece um tanto utópico, mas a proposta dessa medida é evitar o “canetaço” e as interferências estatais. Assim, os CICs se tornariam células culturais independentes de tamanhos que variam de acordo com o tamanho da cidade.
Se você acha que o acesso à cultura não só em datas específicas é algo importante para o lazer e a formação intelectual de uma cidade, clique aqui e demonstre o seu apoio!
Livro da Semana quinta-feira, 22-04-2010 às 02:04
A história da humanidade já foi contada de várias maneiras e diferentes pontos de vista. Ainda assim, é bastante curioso pensar nos meios de evolução econômica e social a partir daquilo que comemos. O livro de Tom Standage traz exatamente a perspectiva “alimentar” que provocou o progresso da humanidade e as consequências da movimentação em torno da exportação e importação do que hoje nós chamamos de commodities. Você já parou para pensar na real influência da batata na Revolução Industrial?
Desde o início da agricultura, o homem fez da comida um dos principais recursos – dentro dos mais diferentes grupos sociais. O autor remonta todo o processo civilizatório do homem – dos nômades às primeiras culturas agrícolas e a fixação aos terrenos. Prova desse tipo de evolução são os feudos, que desenvolveram toda uma estrutura hierárquica com base na produção de alimentos essenciais para aquela região em específico.
Standage também fala do lado negativo da comida na humanidade. Fomes, guerras e questões que ainda não estão claras para nós como as soluções para um futuro em que o número de pessoas será incrivelmente maior. A polêmica gerada pelos alimentos transgênicos também fazem parte da discussão proposta pelo autor. Tom Standage é editor da revista The Economist e também autor do livro “História do mundo em 6 copos”.
O preço médio da publicação está em torno de R$44,00.
Cultura Digital quarta-feira, 21-04-2010 às 14:18
A última semana lembrou-me de algo que não fazia há muito tempo – colecionar figurinhas. Nunca cheguei a completar um álbum. Independente se fosse da Barbie, Seninha, Copas do Mundo ou Harry Potter. Não sei o motivo, mas comprar pacotinhos e abri-los correndo para ver o que consegui era tão divertido que mal consigo explicar.
Isso tem a ver, também, com um aplicativo que a FIFA está utilizando para divulgar a Copa da África do Sul entre os internautas. Se observarmos bem, o Álbum Virtual da Copa do Mundo 2010 é uma ferramenta de divulgação genial. Pode ser que o produto em papel não faça tanto sucesso quanto a sua versão digital, mas de qualquer maneira, o gosto pelas coleções foi reavivado.
Trata-se de um meio de atingir aqueles que “ficaram mais velhos” e não pretendem gastar os salgados 75 centavos em um pacotinho de figurinhas que durante a infância, desembolsávamos os cômodos 25 ou 35 centavos. Sem dúvida, as figurinhas melhoraram de qualidade, mas cobrar quase R$ 1 em um pacote de cinco cromos é muito.
Se você concorda comigo e não pretende gastar nenhum tostão para ver os 300 jogadores deste mundial no seu álbum, pode clicar aqui e fazer seu cadastro no site da FIFA. Lembre-se de criar um avatar e habilitar o aplicativo do álbum da Copa 2010.
Logo que entrar no seu álbum, você conta com uma área de “trabalho” bem organizada, com espaço para trocas, pilhas de figurinhas novas e os tais pacotinhos tão queridos. Porém, uma das queixas dos colecionadores está ligada ao tempo entre os envios de figurinhas.

Códigos promocionais
Você pode resolver isso com os códigos promocionais. São 8 combinações que destravam novos pacotes para você aumentar o número de figurinhas coladas. Veja quais são os códigos na lista abaixo:
- 4V8QBYU7
- 7BUY39F7
- 4L6QUVV5
- 4FBGE83A
- 23EJAFW5
- 3Y69P7BJ
- 4TNL2XLY
- 6634L9WC
Figurinhas extra!
Repare que aquelas figurinhas especiais das primeiras páginas são bem difíceis de se conseguir. Até mesmo na vida real é complicado encontrar todas as metades dos estádios, taças e outras. O Paliteiro descomplica a sua vida. Clique nos links abaixo para ter as figurinhas especiais!
- Figurinha 1
- Figurinha 2
- Figurinha 3
- Figurinha 4
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- Figurinha 7
- Figurinha 8
- Figurinha 9
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- Figurinha 11
- Figurinha 12
- Figurinha 13
- Figurinha 14
- Figurinha 15
- Figurinha 16
- Figurinha 17
Agora que você já começou, trate de organizar seu álbum e divirta-se!
Conversa Fiada sábado, 17-04-2010 às 20:07
Não faz tanto tempo assim, estávamos sentados no chão em frente a uma televisão na qual nossos Super Nintendo e Playstation haviam sido conectados. Ao lado, o irmão mais novo, o mais velho ou aquele amigo de infância que sempre colocava os polegares dentro da camiseta para não fazer bolhas nos dedos.
Enquanto jogávamos, os assuntos iam longe. Podia ser sobre o último episódio de Caverna do Dragão ou a sequência de cheats para facilitar o jogo. Difícil mesmo era manter o foco. Essa era uma cena muito comum para quem cresceu na década de 1990. O fato de pouco mais de sete anos mais tarde estarmos em frente a um computador quando a internet ainda engatinhava trouxe vantagens que muita gente ainda não consegue compreender.
É engraçado ver textos e mais textos de psicólogos, administradores e todo tipo de gente se dedicando a entender como nós conseguimos assistir televisão, escrever, conversar no messenger e ainda planejar o que vamos fazer à noite – tudo ao mesmo tempo.
O tal do “generation gap” nunca foi tão sensível. Nossos pais estão longe de entender como isso é possível. Nossos chefes, quando são pelo menos vinte anos mais velhos, também não conseguem perceber. A verdade é que a tal “Geração Y” nada mais é do que as pessoas que são exatamente como você.
Quem nunca se sentiu frustrado quando o trabalho acaba não rendendo quanto antes? Não é difícil colocarmos a culpa de tudo que deu errado em nós mesmos. O fato é que o modelo com o qual trabalhamos ainda não é o deles. Ou você nunca parou para pensar como seria mais produtivo trabalhar em casa em vez de cumprir as horas da CLT?
Todas as especulações de como “eles” (inclua aí todos que não jogaram Mario enquanto debatiam o He-man) devem nos tratar são incrivelmente pasteurizadas e compactuam da “mesmice” e de muita incoerência. O grande problema é que as estruturas mudam quase junto com os meios de comunicação.
Não nos parecemos nenhum pouco com a geração de 68. Nossos ideais são diferentes. O estilo de “revolução” que eles dizem que propomos não tem nada a ver com política – até porque muita gente da minha idade não tem paciência para ouvir mais do mesmo.
Temos blogs, Twitter e o mundo à disposição. Entretanto, ainda somos menos adaptados do que nossos primos de dez anos. Mas, até lá as coisas estarão muito mais fáceis para eles. Já que nós seremos os pais e chefes – ao nosso modo, mas seremos.
Então, o que eu quero com esse texto? Nada além de dizer que não adianta você colocar sua empresa no Twitter se não sabe como conversar com quem está lá. Não adianta pedir criatividade e logo depois apresentar manuais de regras complicadas e inflexíveis.
É mais ou menos isso… #prontofalei
Cultura Digital quarta-feira, 14-04-2010 às 01:26
Talvez essa seja a “Semana Alice”. Muito se fala do filme que tem data de estreia prevista para o dia 21 de abril. Fala-se mais ainda quando o livro junta-se ao filme que, por sua vez, desencadeia uma série de ações e até mesmo um aplicativo para o iPad. Apesar de ter uma opinião muito forte a respeito do mais novo gadget da Apple – ou seja, acredito que ele é nada mais do que um iPhone gigante – devo dar o braço a torcer por causa deste aplicativo em especial.
Não é preciso ser fã de iPad, Alice ou até mesmo de tecnologia para achar genial o aplicativo desenvolvido pela Atomic Antelope. Dê uma olhada:
Incrível, não?
Fonte: Gizmodo
Livro da Semana segunda-feira, 12-04-2010 às 17:21
Sem os recursos visuais que os filmes de Tim Burton costumam ter, Alice volta a ser a história que fez do professor de matemática de Oxford, Charles Lutwidge Dodson adotar o pseudônimo Lewis Carrol que fez muita gente sonhar com o universo do Chapeleiro Maluco. A história de Alice surgiu quando Charles, de improviso, a contou para as três filhas do reitor da universidade durante um passeio de barco pelo rio Tâmisa.
O universo fantástico criado por Dodson é realmente um dos mais ricos e cheios de enigmas e metáforas. Assim, qualquer pessoa pode se dar ao luxo de fazer uma viagem, mesmo que breve, até o Buraco do Coelho para descobrir o que vem pela frente. Então, se você quer conhecer a fundo a história de Alice e as maravilhas, o melhor a fazer é ler o livro.
A edição dupla e comentada pode ser encontrada por cerca de R$ 80,00! É um pouco salgado, mas pode garantir a sua diversão por um bom tempo!
Webtrecos segunda-feira, às 16:45
Quando o mundo clama por mais segurança, justiça e dignidade, super-heróis do mundo inteiro correm para socorrer. E quando apenas as lhamas podem ouvi-lo? O que acontece?
Só esqueça a “Edward Llama”, ela só pode brilhar durante o dia e fazer cara de vampiro injustiçado!
Especial sexta-feira, 09-04-2010 às 17:19
Não. O nome do superstar dos vídeos e, por que não, ícone da cibercultura brasileira, não é Silvio Santos. Como alguns de vocês já devem saber, o verdadeiro nome do homem que tem barras de ouro é Senor Abravanel. Ele criou os melhores jingles, as melhores piadas e sem dúvida, topa o Topa Tudo Por Dinheiro foi um dos melhores programas da televisão brasileira. Ainda que muitos dos seus programas já tenham encerrado, Silvio sempre terá um quadro ou programa próprio no melhor estilo “Aqui mando eu!”. E é bom que continue mandando.
Sem dúvida, Silvio Santos é um dos personagens mais queridos do Brasil. Tanto que se ele realmente tivesse levado a diante a candidatura em 1988, teríamos um governo de Tele Senas, aviões de dinheiro e toda a fanfarronice inerente ao apresentador. Uma coisa é verdade: poucas pessoas são tão engraçadas quanto Silvio Santos!
Veja os melhores vídeos!
Silvio e o Arcoíro
Silvio Presidente
Silvio e o Bambu
Topa Tudo Por Dinheiro
Silvio Tentação
Pedro de Lara la la la la la la la la
Silvio e o Techno
Indique o seu vídeo favorito!















